Falta de chuvas e preço do produto preocupam produtores de arroz na microrregião
13/09/2017 - 13h22 em Geral

O tempo seco está preocupando os produtores de arroz. O plantio da nova safra ocorre entre agosto e setembro, e algumas áreas já sentem os efeitos causados pelas chuvas reduzidas. Além disso, o preço do produto, que caiu de R$ 45 a saca para até R$ 39, é outro fator negativo apontado pelos rizicultores e pela indústria de beneficiamento.

Para o produtor rural Everaldo Sprung, de Guaramirim, a perspectiva não é muito boa, principalmente por causa da queda no preço do arroz. Este ano, ele está plantando 10% a menos, pois as áreas arrendadas para o cultivo foram reduzidas. “Ao longo dos anos, essas áreas foram ficando menores em função da instalação de loteamentos e expansão industrial. Minha expectativa é de colher aproximadamente oito mil sacas”, revela.

Arroz já está em crescimento em muitas lavouras | Foto Eduardo Montecino/OCP

Nesta etapa do plantio, onde o arroz já está em crescimento em muitas lavouras, a principal preocupação dos rizicultores é o clima. “É preocupante, porque em algumas áreas já está faltando água. O ideal é que chovesse um pouco agora. Também é importante salientar que há grande dificuldade em função do preço do óleo diesel, que hoje é um dos maiores gastos que temos para produzir”, afirma.

PRODUÇÃO ESTABILIZADA 

O presidente da Cooperativa Juriti e da Associação dos Rizicultores do Litoral Norte Catarinense, Orlando Giovanella, que também é produtor rural, diz que a perspectiva é de uma boa safra, nos mesmos moldes da anterior, se o tempo colaborar. Ele salienta que, em termos de quantidade, a produção na região está estabilizada. “Os associados da Juriti plantam cerca de 8.500 hectares, o que deve se manter. Neste ano, tivemos uma safra cheia no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor. Isso fez com que o preço caísse bastante. Em 2016, nessa época, a saca custava de R$ 55 a R$ 50 no comércio. Neste ano, os preços estão achatados, ficando entre R$ 39/40”, esclarece.

Em 2015, a Cooperativa recebeu 1,5 milhão de sacas para beneficiamento. No ano seguinte, por causa de problemas climáticos, o número caiu para 1,3 milhão de sacas. E, em 2017, chegou a 1,6 milhão de sacas. “O desafio, agora, é aguardar as condições climáticas. Alguns lugares estão mais secos que outros, portanto, o ideal é que chovesse um pouco, sim. No entanto, oferecemos condições para que nosso associado tenha acesso a tecnologias, insumos e orientação técnica, dando o apoio necessário”, conclui.

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