Ex-prefeito de Penha é preso em operação que investiga fraude na saúde
12/06/2018 - 12h16 em Polícia

Ex-prefeito de Penha é preso em operação que investiga fraude na saúde

Ex-prefeito de Penha é preso em operação que investiga fraude na saúde.

Deflagrada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) na manhã desta terça-feira (12). Pelo menos outros dois integrantes de seu período de governo foram detidos _ o ex-secretário da Saúde, Cleybi Darossi, e o ex-controlador do município, Rafael Celestino.

Os mandados de prisão são temporários, e de acordo com o advogado Juliano Cavalcanti, que representa o ex-prefeito, o ex-secretário e o ex-controlador, têm objetivo de auxiliar nas investigações. São pelo menos nove pessoas detidas, que foram levadas à sede da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú, e de lá devem seguir a Florianópolis.

As investigações estão a cargo da Divisão de Combate à Crimes Contra o Patrimônio Público (DCCPP/Deic) e do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/Deic. Segundo a Polícia Civil, as suspeitas são de desvio de recursos públicos na área da saúde, nas cidades de Penha e Itapema.

O atual prefeito de Penha, Aquiles da Costa (PMDB), afirmou que os documentos recolhidos pelos policiais na prefeitura dizem respeito a um contrato firmado na gestão anterior com a organização social Instituto Adonhiran, que tratava do fornecimento de consultas com especialistas para a rede municipal de saúde. O contrato não está mais vigente desde o ano passado.

Em Itapema, a prefeitura informou que as buscas se concentraram em documentos referentes ao contrato com o Instituto Adonhiran para administração do Hospital Santo Antônio, entre 2013 e 2016. Em nota, afirma que "todos os documentos, bem como o acompanhamento as diligências foram prestadas de maneira a colaborar com os trabalhos da Polícia Civil" e que o contrato foi rescindido pela gestão atual no início do ano passado. 

 

 

Contraponto:

 

O advogado Juliano Cavalcanti, que representa o ex-prefeito Evandro e o ex-secretário de saúde, ainda está em busca de acesso aos autos do processo. Mas adianta que, de acordo com seus clientes, a prefeitura se limitava a fazer os repasses e receber as prestações de contas do Instituto Adonhiran, conforme previsto no convênio, e não tinha responsabilidade na administração da entidade.

Na sede do Instituto Adonhiran, em Penha, ninguém atendeu as ligações nesta manhã. A coluna entrou em contato com o Hospital Nossa Senhora de Penha, que pertence à organização social. A atendente, que, não quis se identificar, afirmou que o responsável pelo Instituto Adoniran não estava disponível e que não havia nada a falar sobre a operação.

Fonte: dc.clickrbs.com.br

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