MOBILIZAÇÃO EM CORUPÁ, LEMBRA O DIA DE COMBATE AO ABUSO EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
13/05/2022 20:42 em Geral

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Corupá, iniciou ontem (12), uma mobilização para lembrar o 18 de maio, dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

 

A iniciativa do CMDCA, propõe visita às escolas municipais, onde o tema é abordado junto aos alunos, num trabalho de conscientizá-los sobre a necessidade de quebra do silêncio e denunciar eventuais fatos que estejam ocorrendo.

 

De acordo com Andressa Fischer (Gerente de Assistência Social), já foram visitadas as escolas Francisco Mees e José Pasqualini e na semana que vem, a equipe estará na Aluísio Carvalho de Oliveira e São José. “No dia 18 pela manhã, estaremos nos concentrando na Praça Artur Müller, no centro, onde pretendemos fazer algumas abordagens e distribuir material alusivo ao tema”, ressaltou. 

 

Ela destaca que assim como em outras cidades catarinenses, em Corupá o abuso e desrespeito aos direitos da criança e adolescente, são preocupantes e a ideia é despertar as vítimas para a importância da denúncia. 

 

Para o secretário municipal de saúde e assistência social, Felipe Rafaeli Rodrigues, é importante que as pessoas que conheçam qualquer criança ou adolescente que passam por situações assim, que não se omitem e denuncie. “O que ocorre é que as vítimas geralmente são ameaçadas pelo agressor ou abusador e com medo, sofrem em silêncio. Sendo assim, a omissão de quem conhece o fato e não denuncia, está contribuindo para a impunidade do infrator. Há diversos mecanismos para impedir que o crime continue e um deles é o disque 100”, destacou. 

 

A data de 18 de maio, foi escolhida em memória à menina Araceli Crespo, de 08 anos de idade, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973. 

 

 

 

10 maneiras de identificar possíveis sinais de abuso sexual infanto-juvenil

 

( Fonte: https://www.childhood.org.br/)

 

 

 

Mudanças de comportamento

O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade em específico.

 

 

 

Proximidades excessivas

A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.

 

 

 

Comportamentos infantis repentinos

É importante observar as características de relacionamento social da criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de forma verbal.

 

 

 

Silêncio predominante

Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.

 

 

 

Mudanças de hábito súbitas

Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado.

 

 

 

Comportamentos sexuais

Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.

 

 

 

Traumatismos físicos

Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas pela Justiça.

 

 

 

Enfermidades psicossomáticas

Unidas aos traumatismos físicos, enfermidades psicossomáticas também podem ser sinais de abuso. São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade tem fundo psicológico e emocional.

 

 

 

Negligência

Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade.

 

 

 

Frequência escolar

Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.

 

 

 

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