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Indenizações por morte no trânsito crescem 14% no primeiro semestre em Santa Catarina
03/08/2017 09:01 em Variedades

Aumento, no entanto, é menor do que na média nacional, de 27%

O número de indenizações pagas por morte no trânsito cresceu 14% em Santa Catarina no primeiro semestre deste ano. A comparação é feita em relação ao mesmo período de 2016 e leva em consideração dados do DPVAT, o seguro para acidentados no trânsito. Em 2017, foram pagas 798 indenizações a familiares de vítimas entre janeiro e junho, contra 698 no mesmo período do ano passado. Apesar do aumento considerável no Estado, ele ficou abaixo da média nacional, que cresceu 27%, com as compensações financeiras saltando de 15,1 mil para 19,3 mil.

Em relação às indenizações por invalidez permanente, o movimento foi inverso, com quedas tanto em Santa Catarina quanto no restante do país. No Estado, a queda foi de 8,29%, caindo de 11,4 mil para 10,4 mil. Na média nacional, por sua vez, o decréscimo foi ainda maior: 14%. No primeiro semestre de 2016, haviam sido pagas 167,5 mil indenizações para este tipo de situação, contra 144,9 mil nos seis primeiros meses de 2017.

Outro dado apresentando no balanço semestral do DPVAT é que 75% das indenizações que foram pagas no país se referem a acidentes com homens, ao passo que as mulheres representaram apenas um quarto dessa estatística. Sobre os tipos de veículos, o destaque negativo fica com as motocicletas, responsáveis por 74% das compensações financeiras.

Especialista em prevenção a acidentes de trânsito, Márcia Pontes diz que os números mostram que os acidentes estão ficando cada vez mais graves, já que, em vez de saírem feridas, muitas vítimas estão morrendo. E o padrão tem sido o mesmo tanto no Estado quanto no país.

Em relação às causas dos acidentes, Márcia acredita que são muitas os fatores, entre eles: distração, más condições das ruas e estradas, pressa, falta de respeito às leis de trânsito e problemas na sinalização. Porém, ela alerta também para o crescente número de pessoas que dirigem e usam o celular ao mesmo tempo:

— O acidente de trânsito é uma somatória de fatores. No entanto, sempre o fator humano é aquele que deveria ser mais observado, mais controlado pela fiscalização. Infelizmente, isso não acontece, como no caso do uso dos celulares. A fiscalização se foca em problemas menores, como o estacionamento irregular.

Questionada sobre as perspectivas para o futuro em relação ao número de mortes, a especialista não se mostrou otimista. Segundo ela, órgãos internacionais apontam que a frota mundial de veículos deve dobrar até 2050. Com isso, ela julga improvável ocorrer uma redução acentuada nas estatísticas.

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