Por: Dyovana Koiwaski | 31/08/2017
 

 

Há pelo menos 12 anos sem utilização, a estrutura construída para abrigar o abatedouro municipal terá uma nova funcionalidade a partir do dia 1º de setembro. O espaço ganhou uma estrutura para deixar vegetais e legumes cultivados em propriedades rurais da região ponto para o consumo.

A produção de 98 agricultores será encaminhada à unidade para higienização, corte e embalagem a vácuo. Por isso, o local é chamado de Unidade de Minimamente Processados. De acordo com o secretário Daniel Peach, o procedimento resultará em mais desenvolvimento para a agricultura, atendendo a demanda antiga de criar soluções para comercialização e produção, que deve aumentar aproximadamente 80%.

O espaço localizado no bairro Garibaldi foi cedido pela Secretaria de Desenvolvimento e Abastecimento Rural à Cooperativa de Produção Agropecuária de Jaraguá do Sul (Copajas) e ao Condomínio de Cooperados das Cooperativas de Produção Agropecuária (Condocooper)

Os alimentos processados na unidade serão distribuídos em escolas, hospitais, Exército e também para a comunidade em geral por meio dos mercados e feiras. Segundo a diretora administrativa da Copajas, Ivanete de Souza, os vegetais mais produzidos no município são: couve-manteiga, repolho, brócolis, couve-flor, alface, aipim, abobrinha, abóbora seca e beterraba.

Ivanete destaca que a instalação da unidade deve agregar valor aos agricultores e favorecer a permanência deles no campo. Outro benefício é a minimização das perdas com as sobras, já que atualmente os produtos são vendidos apenas in natura, estragando rapidamente.  “A qualidade e durabilidade dos alimentos será maior. A embalagem a vácuo com eles já cortados também facilitará o preparo para a população”, aponta a diretora.

A agricultura familiar, conforme Peach, desempenha um papel importante na alimentação dos jaraguaenses, inclusive para as próximas gerações. “Existe uma lei federal que estabelece que 30% da compra de alimentos para merenda escolar devem ser deste tipo de cultivo. Nós estamos avançados nesse sentido, considerando que há sete anos a rede é abastecida por 80% de itens dos nossos agricultores”, comenta.

Dez agricultores foram capacitados para trabalhar no local, que deve funcionar de segunda a sexta-feira, conforme a demanda. O presidente da Copajas, Sereno Zilse, avalia positivamente a iniciativa, levando em conta o crescimento da produção local e os lucros com venda através da cooperativa.

Parceria entre governo do

Estado e agricultores locais

Para a reforma do antigo abatedouro e aquisição de equipamentos foram investidos cerca de R$ 360 mil, sendo metade proveniente de recurso do Governo Estadual e outra parte de contrapartida dos próprios agricultores locais.

Com o fechamento da unidade de processamento de leite, conforme a diretora do Copajas, Ivanete de Souza, a cooperativa ficou fragilizada, mantendo a banana como principal produto e comercialização de verduras. A renda obtida não viabilizava as operações da associação e agricultores.

A alternativa para reverter o cenário foi encontrada após uma reunião com a Epagri, onde os produtores tiveram conhecimento do programa SC Rural, que disponibiliza recursos para a construção de unidades de processamento de vegetais.

Ivanete explica que após pesquisa de mercado, por meio de estudo do Instituto Jourdan, ainda na gestão municipal anterior, foi verificada a viabilidade econômica do empreendimento. A Secretaria de Desenvolvimento e Abastecimento Rural apoiará os produtores pelo programa Cinturão Verde, no auxílio da comercialização e abastecimento.

 

 

 

 

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