MPF abre investigação para apurar autenticidade de recibos apresentados por Lula
06/10/2017 12:20 em Geral

  

Documentos teriam sido assunados todos no mesmo dia em 2015

 

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a interrogar o presidente Michel Temer numa investigação que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto do setor de portos.

A decisão foi tomada após pedido da procuradora-geral, Raquel Dodge, enviado na última sexta-feira (29).

Na autorização, Barroso, relator do caso no STF, permitiu que o depoimento seja feito por escrito, com perguntas previamente enviadas ao presidente.

Caso prefira ser ouvido pessoalmente, Temer também poderá escolher data e local do depoimento, a ser tomado pela Polícia Federal. Se quiser, Temer também poderá ficar em silêncio.

O ministro também deu à PGR 60 dias para concluir essa e outras diligências – o prazo, porém, é prorrogável.

inquérito sobre o decreto tem como alvos Temer, o ex-deputado e ex-assessor especial do Palácio do Planalto Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), além de Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, executivos da Rodrimar, empresa concessionária no porto de Santos.

A suspeita é de que Temer recebeu propina pela edição, neste ano, de um decreto que teria beneficiado a Rodrimar.

Além do depoimento de Temer, a PGR também poderá ouvir Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, executivos da Rodrimar, que teria sido beneficiada pelo decreto – a empresa nega e diz que as novas regras atenderam todo o setor.

Outros a serem ouvidos serão: Rodrigo Rocha Loures; o advogado José Yunes; o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha; e coronel reformado da PM de São Paulo João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima. Todos são próximos de Temer.

Para aprofundar as investigações, Barroso também autorizou a PGR a obter registros de doações eleitorais da Rodrimar para Temer e PMDB nas últimas eleições; acessar registros de entrada no Palácio do Planalto dos empresários investigados; além de documentos que mostram o processo de aprovação do decreto dentro do governo.

 Em nota, o Palácio do Planalto informou que o presidente “responderá aos questionamentos pertinentes ao inquérito”.

 

Fonte G1

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