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2º turno em SC: o que diz o plano de governo de Gelson Merisio (PSD)
12/10/2018 17:36 em Eleições 2018

O segundo turno ao governo do Estado está sendo disputado entre dois candidatos de matriz similar: ambos apoiadores declarados do presidenciável Jair Messias Bolsonaro, os candidatos do PSD e do PSL tem propostas marcadas por um foco em corrupção, segurança pública e empreendedorismo.

Onde os planos de governo de Gelson Merisio e Comandante Moisés diferem, no entanto, é no aprofundamento.

Veja os planos de governo de Gelson Merisio (PSD)

Administrador de Empresas e Deputado Estadual, Gelson Merisio chegou ao segundo turno com 31,12% dos votos válidos. Já foi presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, entre 2010 e 2014.

Iniciou a carreira política em Xânxere, como vereador, em 1989, onde assumiu a presidência da Câmara dos Vereadores entre 91 e 92.

Já foi apresentador de TV e diretor da Casan, assumindo também a presidência da Federação das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina (Facisc).  Também foi  um dos fundadores do PSD em Santa Catarina e é atualmente presidente do Partido no Estado.

Com 19 páginas e múltiplos sub-itens dentro de cada proposta, o plano de governo de  Merisio aborda várias frentes da gestão catarinense. No entanto, pouco se discorre sobre a viabilidade financeira da maioria das medidas, em vista da situação fiscal do Estado.

Gestão Pública

Constando como o primeiro item dentre as propostas do plano de governo, sob o título Gestão Pública Integrada, o plano de governo do candidato do Partido Social Democrático propõe uma série de medidas para garantir a eficiência e a transparência da máquina pública.

Entre elas, um sistema de planejamento e gestão por resultados na gestão pública, a definição de uma política de recursos humanos no setor publico e intensificar o uso da tecnologia de informação nos diferentes aspectos da gestão pública.

Estas propostas estão todas subdivididas em itens sobre como podem ser postas em prática.

Segurança

Visando combater o que chama de "estado de guerra", o plano de governo do candidato se divide em três eixos: propostas para inteligência, eficiência e integração com a sociedade.

Entre as propostas estão um investimento de mais de R$ 2 bilhões em tecnologias a serem aplicadas na segurança pública, para aprimorar o monitoramento e o patrulhamento das fronteiras, rodovias e municípios, e aumentar o efetivo policial em ao menos 5 mil policiais.

Também fala em implementar concursos internos para que praças possam ascender a cargos de oficial e promover a integração entre as polícias, além de medidas de capacitação do efetivo.

Sugere também a expansão de políticas de policiamento comunitário para todos os bairros do estado e incentivar a criação de entidades não governamentais de combate à violência contra grupos vulneráveis, e implementar colégios militares em locais estratégicos de Santa Catarina.

Saúde

Entre as principais propostas do plano de governo, destaca-se o chamado CONECTA SUS, que visa integrar os sistemas da rede pública de saúde.

Como consta no plano de governo, os sistemas atuais não são integrados e as informações são insuficientes ou inconsistentes, o Conecta SUS os irá compilar e disponibilizar informações detalhadas sobre o setor, monitorando e analisando indicadores da área da saúde, especialmente os socioeconômicos.

O programa de governo também propõe reestruturar o sistema, com foco na Saúde Preventiva e intensificar as ações de vigilância e prevenção de doenças infecciosas, a exemplo da dengue.

Educação

Focado primariamente em medidas de renovação e diversificação do conteúdo escolar, o programa apresenta como meta central "Construir modelo educacional em que a escola propicie formação moral e cidadã, acesso à cultura, ao esporte e com a inserção de novas tecnologias - a exemplo de outros países - a partir de debate envolvendo professores e seus representantes".

O plano de governo menciona os recursos financeiros para o setor: "Melhorar a gestão dos recursos financeiros disponíveis para a educação" consta como uma das propostas, juntamente com "garantir a progressiva expansão e ampliação de fontes de financiamento na educação catarinense, com foco na elevação dos indicadores socioeconômicos das regiões menos desenvolvidas do estado".

Economia

O plano de governo do candidato do PSD propõe uma série de medidas econômicas pautadas em dois aspectos centrais: acelerar o processo de modernização da estrutura produtiva de Santa Catarina na direção de atividades intensivas em tecnologia e turismo, incentivando o empreendedorismo e transformar o estado em um pólo de inovação.

Para este fim, o programa oferece uma série de medidas para cada setor da economia, entre programas governamentais de apoio à criação e ao desenvolvimento de empresas de bases tecnológicas, atração de investimentos e fomento à indústria, agricultura e turismo.

O tema é abordado em quatro páginas e meia das 19 páginas do documento do PSD.

Infraestrutura

Na chamada para suas propostas para infraestrutura, o plano de governo do candidato do Partido Social Democrático frisa a importância da boa gestão para o setor e dos estudos de viabilidade antes de prometer obras.

Com grande foco em logística, o plano de governo propõe integração entre os modais de transporte, mobilização junto ao governo federal para agilizar obras essenciais para a mobilidade no Estado e ampliação e modernização dos aeroportos, ferrovias e hidrovias de Santa Catarina.

Também levanta propostas para o incentivo do transporte sustentável na mobilidade urbana.

*Reportagem de Pedro Leal/OCP News

 



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