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Síndico diz ter ouvido três disparos em prédio onde família foi encontrada morta em Chapecó
07/11/2019 06:03 em Segurança

Familiares e amigos contam que homem que teria atirado em esposa e filha, de apenas três anos, era uma pessoa quieta e sossegada .

A incredulidade toma conta de vizinhos e familiares do casal e uma criança que foram encontrados mortos em um apartamento no bairro Pinheirinho, em Chapecó. Não há relatos de brigas. A Polícia ainda não descarta outras hipóteses, mas há suspeita de duplo homicídio seguido de suicídio, praticado por Michael de Góes, 32 anos.

Os indícios são de que ele teria atirado com um revólver 38 no braço e na cabeça da esposa, Eliane Maioski de Góes, 28 anos, e nas costas da filha, Eliza Maioski de Góes, 3 anos. Depois teria cometido suicídio com um tiro na cabeça. O corpo dele foi encontrado ao lado do berço da filha.

O síndico do condomínio Spazzio Di Primavera, Vanderlei Sbaraini, relatou à polícia que não deu bola quando ouviu três estampidos, por volta das 6h15min desta quarta-feira. Ele mora logo abaixo do apartamento 301B, onde estavam os corpos.

— Nunca escutei briga deles e nunca tive queixa deles. Pela manhã estava me preparando para sair de casa quando ouvi três estouros. Mas não dei bola, pois imaginei que não pudesse ser algo grave. Fui trabalhar e 10 e pouco me ligaram, pois o pessoal do trabalho estranhou que eles não apareceram — disse o síndico.

Ele trabalhava numa empresa da área de tecnologia da informação e até estava fazendo pós-graduação na área. O carro, um Prisma cinza escuro, estava na garagem.

O diretor da empresa onde Michael trabalhava, Valdemar Lorenzon Júnior, disse que estranhou a ausência do funcionário, por isso foram procurá-lo. Ele afirmou que o colaborador não apresentava quadro depressivo.

- Não havia nenhum quadro depressivo a médio prazo com nosso colaborador que frequentemente participava de politicas internas de feedback e conversas de energização da empresa. Michael era exímio colaborador há 13 anos. Exemplo de paciência e tolerância. Desde cedo estávamos preocupados e fomos até seu apartamento pois era atípico a falta de respostas ou comunicação deste. Infelizmente constatamos o incidente.

Os familiares também destacaram que o casal não faltava ao trabalho.

- Era um casal que trabalhava muito e se dava muito bem. Ninguém acredita no que aconteceu – disse a prima, Cristiane de Almeida.

Eles começaram a namorar há cerca de oito anos. Três anos depois casaram e se mudaram para o apartamento de dois quartos que havia adquirido, no bairro Pinheirinho. De acordo com a tia de Michael, Marli Ribeiro Lopes, eles planejavam se mudar em dezembro para um apartamento maior, que haviam comprado no bairro Saic.

- Ele era uma pessoa muito querida, ela também. Se davam muito bem. Ele só tinha ficado um pouco triste depois da morte do pai por leucemia, há cerca de oito meses. Estou preocupada com a minha irmã. Ainda não tinha se recuperado da morte do marido e agora perde o filho, a nora e a neta - disse Marli, tia de uma das vítimas.

Fátima de Oliveira, que é comadre da mãe de Michael, também parecia não acreditar no que tinha acontecido:

- Minhas filhas até estudaram com ele e diziam que ele era quieto, e tinha muita paciência.

Outro morador do condomínio, que preferiu não dar o nome, disse que numa reunião de condomínio, quando Michael era sub-síndico, até chegou a cortar a fala dele e Michael não se alterou.

- Ele era muito tranquilo, levantava a mão e ficava esperando – destacou.

Durante a tarde o Instituto Geral de Perícias estava no apartamento, recolhendo informações. O velório será na Funerária Sturmer. O local e horário do enterro ainda não foi definido.

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